MOMENTO DE REFLEXÃO
   
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CREDORES DIFERENTES

 

 

"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos." - JESUS. (MATEUS, 5:44.)

 

 

O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados.

 

Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores, no martírio do Calvário.

 

Entretanto, a advertência do Senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.

 

Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência.

 

São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando.

 

Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor.

 

Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado, vezes sem conta.

 

Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas.

 

São médicos corajosos que nos facultam corretivo.

 

É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.

 

Da Obra: Vinha de Luz

Pelo Espírito EMMANUEL. Psicografia do médium: Francisco Cândido Xavier. 14ª Edição -Federação Espírita Brasileira.



Escrito por João Jorge às 19h43
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PERGUNTAS E RESPOSTAS

TRANSMIGRAÇÃO  PROGRESSIVA

 

189 - Desde o princípio de sua formação, o Espírito desfruta da plenitude de suas faculdades?

– Não, o Espírito, assim como o homem, tem também sua infância. Na origem, os Espíritos têm somente uma existência instintiva e mal têm consciência de si mesmos e de seus atos. É pouco a pouco que a inteligência se desenvolve.

 

190 - Qual é o estado da alma em sua primeira encarnação?

– É o estado de infância na vida corporal. Sua inteligência apenas desabrocha: a alma ensaia para a vida.

 

191 - As almas de nossos selvagens são almas em estado de infância?

– De infância relativa; são almas já desenvolvidas, pois já sentem paixões.

 

191 a - As paixões são, então, um sinal de desenvolvimento?

– De desenvolvimento sim, mas não de perfeição. As paixões são um sinal da atividade e da consciência do eu, visto que, na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estado de germe.

A vida do Espírito, em seu conjunto, passa pelas mesmas fases que vemos na vida corporal. Gradualmente, passa do estado de embrião ao de infância para atingir, no decurso de uma sucessão de períodos, o de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que não conhece o declínio e a decrepitude, isto é, a velhice extrema como na vida corporal. Essa vida, que teve começo, não terá fim; precisa de um tempo imenso, do nosso ponto de vista, para passar da infância espírita a um desenvolvimento completo, e seu progresso se realiza não somente num único mundo, mas passando por diversos mundos. A vida do Espírito se compõe, assim, de uma série de existências corporais, e cada uma delas é uma ocasião para o seu progresso, como cada existência corporal se compõe de uma série de dias em cada um dos quais o homem adquire um acréscimo de experiência e instrução. Mas, da mesma forma que, na vida do homem, há dias que não trazem nenhum proveito, também na do Espírito há existências corporais sem resultado, por não as ter sabido aproveitar.

 

192 - Pode-se, na vida atual, por efeito de uma conduta perfeita, superar todos os graus e tornar-se um Espírito puro sem passar por graus intermediários?

– Não, porque o que para o homem parece perfeito está longe da perfeição. Existem qualidades que lhe são desconhecidas e que não pode compreender. Ele pode ser tão perfeito quanto comporte a perfeição de sua natureza terrestre, mas não é a perfeição absoluta. Da mesma forma que uma criança, por mais precoce que seja, tem que passar pela juventude antes de alcançar a idade madura; e um doente tem que passar pelo estado de convalescença antes de recuperar a saúde. Aliás, o Espírito deve avançar em ciência e moralidade; se progrediu apenas num deles, é preciso que progrida no outro, para atingir o alto da escala. Porém, quanto mais o homem avança em sua vida presente, menos longas e difíceis serão as provas futuras.

192 a - O homem pode, pelo menos, assegurar nesta vida uma existência futura menos cheia de amarguras?

– Sim, sem dúvida, pode abreviar a extensão e reduzir as dificuldades do caminho. Só o negligente se encontra sempre na mesma situação.

 

193 - Um homem, numa futura existência, pode descer mais baixo do que na atual?

– Como posição social, sim; como Espírito, não.

 

194 - A alma de um homem de bem pode, numa nova encarnação, animar o corpo de um perverso?

– Não. Ela não pode regredir.

 

194 a - A alma de um homem perverso pode tornar-se a de um homem de bem?

– Sim, se houver arrependimento, o que, então, é uma recompensa.

A marcha dos Espíritos é progressiva e não retrógrada. Elevam-se gradualmente na hierarquia e não descem da categoria que já alcançaram. Em suas diferentes existências corporais podem descer como homens, mas não como Espíritos. Assim, a alma de um poderoso da Terra pode mais tarde animar o mais humilde operário, e vice-versa; essas posições entre os homens ocorrem muitas vezes na razão inversa dos sentimentos morais. 

 

(Texto extraído de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” - CAPÍTULO IV – SEÇÃO II -  ALLAN KARDEC)  Obs. – São perguntas que Allan Kardec fez ao Espírito que lhe respondeu orientando na elaboração de “O Livro dos Espíritos”.



Escrito por João Jorge às 06h20
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